Há muito tempo atrás…

… em uma casa não muito distante…

Claro que não poderia ser uma galáxia, mas de qualquer forma foi interessante observar todo o caminho que percorremos até aqui. Na época o acesso às informações ou a séries, só era possível através de revistas que mal chegavam aqui ou através de poucas pessoas que eventualmente alguém tinha contato e que traziam material para todos.
Éramos apenas um grupo de pouco mais que meia dúzia de pessoas com algo em comum, a paixão pela Ficção Científica.
Na época eu fui convidado pelo Andrew para ir à casa de um amigo que gostava de Ficção Científica. Achei interessante e fui com ele conhecer os outros “malucos” da turma. Jamais imaginei que acabaríamos chegando a fazer um clube mesmo e chegaríamos até o ponto de termos reuniões mensais com apresentações públicas.
Se olharmos no passado, iremos descobrir que a própria história deste nosso clube parece um grande épico como qualquer grande superprodução. Tivemos sonhos, vitórias, sofremos derrotas, houveram intrigas, tentativas de golpe de estado, pessoas que defendiam os ideais de Jornada nas Estrelas como se fossem algo real e tangível, pessoas que queriam apenas lucrar com o negócio, pessoas que só pensavam em si mesmas. Enfim, de tudo um pouco e se fosse romanceado e colocado no espaço, realmente daria um senhor filme, até mesmo uma série.
Existiam pessoas que estavam pela diversão, outras que estavam porque se sentiam solitárias e ali podiam ser elas mesmas, pessoas que tentavam manipular pessoas, pessoas que colocavam suas necessidades pessoais de lado pelos outros. Mas acho que teve uma pessoa que foi a verdadeira fundação e sem a qual não estaria escrevendo isto hoje.
Carlos Alberto Machado, ufólogo, fã de ficção científica. Foi ele que inicialmente cedeu o espaço para todos, quem colocou em prática tudo o que foi idealizado, quem corria sempre atrás para conseguir fazer as coisas darem certo. Se podemos falar hoje que fazemos parte de um clube foi graças a ele. E por mais que alguém ache que fez grande contribuição para tudo o que foi conquistado, ele foi o único que sempre estava correndo atrás das coisas, que sempre estava divulgando, conseguindo espaço, procurando oportunidades.
Basta pensarmos no documentário. Quantos de vocês sabem que ele foi o primeiro feito por um clube de Jornada nas Estrelas no mundo da maneira o mais profissional possível e apenas por pessoas comuns?
Acredito que esta celebração que estamos fazendo neste momento seja o momento ideal para dizermos: Obrigado Carlos, se não fosse por você não teríamos chegado tão longe e ainda amigos. Que o diga o pessoal da Frota Estelar. O simples fato de termos chegado aonde chegamos na época foi uma coisa impensável para a maioria dos clubes de aficionados em F.C. Afinal de contas, não fosse por isto talvez eu jamais soubesse como fazer algo assim é tão difícil, e como acima de tudo, independente de qualquer desejo pessoal, conseguimos reforçar e conquistar o que os seres humanos procuram a vida toda, ter amigos em quem possamos confiar, mesmo que as vezes fiquemos irritados com uma coisa ou outra, ou que às vezes vejamos pessoas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz acharem que estão certas.
Carlos, você foi a nossa Enterprise, na qual confiamos durante todo este tempo e que sempre nos levou aonde nenhum clube jamais esteve…
Espero sinceramente que a Força esteja sempre com você e que você tenha uma vida longa e próspera…
Obrigado,
Roberto Ropelato Metzger

Em um belo dia de julho de 1996, li uma notinha na Gazeta do Povo sobre a exibição de trailers inéditos de ficção-científica no Cine Plaza. Me interessei pelo trailer das edições especiais do Guerra nas Estrelas! Chegando lá, qual foi minha surpresa ao ver uma reunião de “trekkers” no saguão! Inicialmente achei muito engraçado!
Porém, apesar de estranhar aquele pessoal (aparentemente) maluco, vi que tínhamos muito em comum.
Ao perguntar para um camisa vermelha qualquer sobre o grupo, este prontamente apontou para o “Capitão” Carlos Machado. ” – Seja bem-vindo! Nos reunimos todo 2º domingo do mês em minha casa”, explicou. Na falta de um papel para anotar seu endereço e telefone, arranquei um dos cartazes do evento – que por acaso ainda está lá em casa. E foi assim que me tornei mais um membro (aparentemente maluco?) da Federação dos Planetas Unidos!”.
Guilherme Conter

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