Atendendo a Inúmeros Pedidos

Nem me lembro direito como acabei entrando no meio deste clube, só sei que os prazeres que tive lá dentro foram enormes. Muito bem lembrado por nosso Capitão, talvez agora Almirante Machado. Foram muitas maquetes, máscaras e orelhas e tantas outras contribuições que tive a oportunidade de compartilhar e acrescentar às convenções, encontros ou mesmo no dia-a-dia de todos que compartilhamos os mesmos interesses além da fronteira final.
Sim, mudei de vida, estou em São Paulo por hora, mas trago comigo todos os momentos agradáveis e por muitas vezes cômicos, como quando nosso amigo Aldo Novak quase enfiou uma câmera em minha goela abaixo quando eu estava estreando minha máscara/maquiagem/próteses Ferengi em uma de nossas convenções.
Para os que não sabem de minha atual vida, creio que são poucos ainda, apenas esclareço que depois de 36 anos de agonia e lutando contra minha natureza, me assumi como transexual e assim passei a viver minha vida como Maria Luiza e hoje aguardo minha cirurgia de readequação sexual. Não vou me alongar neste assunto porque não pertence ao tema do depoimento pedido, mas achei justo em deixar claro o meu destino.
Acredito que mais um ano e pouco estarei voltando a morar na terrinha de onde saí. Se alguém quiser manter contato, precisarem de algum material ou de alguma de minhas habilidades ou ainda maiores informações sobre minha vida, estejam à vontade para me escrever, basta pedir meu e-mail para o Almirante!
Concluindo… (para variar)… Vida Longa e Próspera!
Mª Luiza Ribas
Minhas memórias são vagas, mas registro que certo dia o Carlos apareceu na empresa onde eu trabalhava. Em nossa conversa descobrimos o interesse comum pela ficção científica, destacando daí Star Trek. Carlos convidou-me para participar do Grupo que estava se formando para assistirmos juntos episódios, trocar idéias, e coisas afins.
Confesso que os episódios iniciais da NEXT GENERATIONS me deslumbraram sobremaneira. Lembro de como esperava ansiosa pelos encontros. Tivemos alguns no Salão Brasílio Itiberê da Secretaria de Cultura Esporte e Turismo. Lembro que nessa época teve aquele que se achava o verdadeiro “capitão”, mas que capotou… Aliás, foi mais de um, e até uma capitã, mas mesmo essas intempéries não mudaram a tenacidade dos que ficaram firmes e continuaram o trabalho da Federação.
Lembro do meu Rômulo e do Rômulo da Yáscara, e em conseqüência do nome deles eu os chamava de romulaninhos “espiões no grupo”. Havia uma certa timidez entre eles. Também lembro da Mega Convenção que teve a participação de Sandra Grando, criou-se muita expectativa, mas a moça foi quase uma decepção.
As reuniões na casa do Carlos, ah, estas são gratas lembranças, o pessoal chegando e curtindo e contando muitas novidades. E o casamento do Carlos com a Eliana então?
Gente, ser trekker é participar de um arquétipo vivo, é estar partícipe da consciência evolutiva do ser humano pelo contexto que nos infunde as mensagens implícitas nos episódios, e, o modo transcendente que nos afeta tem um significado muito especial.
Sinto verdadeira gratidão por estar com todos vocês e de maneira sinérgica com todos os trekkers do mundo. É isso!
Oooopssss… assim vai passar de 10 linhas…. não pode dar corda, viu?
abraço
Rosa Maria Gonçalves
A primeira vez que entrei em contato com um fã clube na vida (já que passei a infância construindo naves espaciais de madeira e brincando de Jedi), foi em 1995 – se me lembro bem. Era uma exposição sobre Star Trek no Centro Cultural Brasil Estados Unidos. Achei legal, apesar de gostar mais de Star Wars e STTNG que passava nas tardes de sábado na Manchete, fiquei empolgado e assinei um caderninho esperando que me chamassem para uma reunião. Passaram-se anos e nada…
Um dia achei por acaso uma loja de modelismo, Hangar 21, [agora extinta] e lá encontrei o Fábio Baranovski que me ensinou muitas coisas sobre plastimodelismo e através dele eu fui à primeira reunião da Federação dos Planetas Unidos.
No início me empolguei um monte pois quase fizemos um filme, quase fizemos um programa de tv pra falar de ficção científica etc. Cheguei a fazer em 3D algumas vinhetas [que agora estão nos DVDs] e até um trecho de estudo sobre a nave que seria utilizada no tal filme. Nada foi para frente, mas como todos sabem, o processo foi muito divertido.
Hoje ficaram as roupas, que o pessoal se estapeava para emprestar com a intenção de fazer fama em festas à fantasia. Também sobraram os amigos e a lembrança dos encontros pra ver as séries que não eram fáceis de conseguir.
Aluisio Barbosa

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