10 Linhas para 15 Anos

Parece pouco para tanto tempo, mas algumas vezes é muito para escrever como uma simples lembrança.  Desempenhei alguns papéis nessa
“Federação” durante alguns anos, alguns interessantes outros estressantes. Fui um editor, um trekker, um amigo (para alguns) e inimigo (para outros).
Tivemos bons momentos e fizemos algumas ondas neste lago que incomodaram gente grande, podemos nos gabar de boca cheia. Fizemos a primeira convenção Trekker no país com uma atriz de um dos seriados Star Trek, um marco na história de qualquer fã-clube que se preze. Posso afirmar que editei alguns exemplares de um fanzine que me deixou “satisfeito com o serviço”. Demos risadas e passamos frustrações.
Uma descrição daquela época para mim seria: Aqueles momentos foram vividos dentro da lógica vulcana, sentidos com a paixão klingon, com fãs aparecendo como tribbles nas convenções e recebendo nossos phasers de inspiração.
É lógico. Afinal, sou um trekker não um médico Jim!
Andrew S. Vaz

Certo dia, o Marco contou-me que a Angela havia conhecido dois rapazes que faziam parte de um fã-clube de Star Trek, aqui de Curitiba.
Disse-me que eles se reuniam todo mês para assistirem séries de ficção e que os membros tinham até uniforme.
Achei o máximo! Adorei! Fiquei ansiosa para conhecê-los.
Cada membro trouxe sua história, mostrou seu lado alienígena, comportou-se e identificou-se com um ator ou atriz de algum dos seriados, como eu, que assim que decidi fazer um uniforme, me identifiquei com a Conselheira Troi.
Aquele dia, em que andamos pelo centro de Curitiba, uniformizados e fomos até o Shopping Curitiba e demos até autógrafos, não foi demais?
Pude acompanhar o Carlos e o Marco, fazendo montagens dos DVD’S, onde os mesmos contam nossa história, mostram os anos se passando e nossos gostos e hobbies sendo transmitidos e até mesmos curtidos pela Nova Geração: Nossos filhos!
Parabéns, Carlos!  Por sua dedicação em cada encontro, em cada convenção. Pode ter certeza que está sendo admirado por muitos. E cabe a você, não deixar que a falta de tempo, nos afaste.
Cíntia de Fátima Bunese
Conheci o Carlos Machado em uma sessão do filme Jornada nas Estrelas – Generations, em 1995, no cine Plaza. Conversamos sobre o filme e sobre as séries e ele me convidou para participar de uma reunião da Federação. Eu fui e entrei para o grupo.
Numa época sem as facilidades que a internet nos proporciona hoje, era muito legal nos reunirmos uma vez por mês para assistirmos aos episódios em VHS que eram gravados e enviados por amigos que viajavam ou moravam no exterior.
Como fato curioso, lembro de uma convenção que realizamos no cine Ritz, na rua das Flores. Estávamos todos devidamente uniformizados e descemos em grupo com nossos uniformes da Frota pelo calçadão da XV até o MacDonald’s. Nem é preciso dizer que chamávamos a atenção de todos. O mais interessante e inusitado foi quando estávamos dentro da lanchonete comendo nossos big macs e a TV começou a exibir uma reportagem sobre Star Trek. As pessoas nas mesas próximas da nossa olhavam para a tela e viam o Kirk, o Spock e o resto da tripulação da Enterprise e depois olhavam prá gente, como se não acreditassem no que estavam vendo. Foi hilário e inesquecível.
Um abraço,
Marden Machado

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