Continuando…

Vendo o depoimento de vocês, lembrei que em nossa segunda mega-convenção por falta de coro da imprensa em nossa coletiva marcada no hotel, resolvemos passear pela cidade vestidos a caráter para divulgar um pouco nosso evento que ocorreria no dia seguinte.
Quando chegamos ao Shopping Curitiba recordo que fomos abordados por cidadãos curiosos que solicitavam nossos autógrafos.
Mesmo explicando aquelas pessoas que não éramos atores das séries elas insistiram em receber os autógrafos lembrando que possivelmente isso seria o mais próximo que chegariam dos atores reais da série.
Aliás, não eram apenas pessoas desinformadas que insistiam em comparar-nos aos atores dos seriados. Várias vezes fomos abordados por jornalistas totalmente desinformados que além de não conhecerem a séries ainda queriam saber quem éramos na série, como se nosso ego fosse totalmente problemático e quiséssemos ser apenas um dos integrantes das séries, um dos personagens. “Que personagem você representa?” Não entendiam que estávamos representando uma idéia, um sonho, que tínhamos esperança no fim do túnel de que, talvez um dia, a humanidade pudesse ser no mínimo parecida com o que assistíamos nos filmes de Star trek. Tolos mortais ;-)
Bom, deixando a observações satíricas de lado, também lembro que uma vez uma repórter me questionou em uma entrevista, se eu achava que a realidade aproximava-se mais da série de ficção Star Trek ou de um filme de ficção tipo Blade Runner.
Respondi que no meu íntimo, o meu lado otimista preferia Star Trek, mas o meu lado realista reparava que a realidade está indo mais pro Blade Runner, ah isso tá.
Conseguimos acompanhar juntos um sonho almejado por Gene Rodemberry, cara visionário que também sonhava e não à toa recebeu o apelido de “Pássaro da Galáxia”, que como nós, aguardava um futuro mais justo, mais honesto, voltado ao conhecimento e as descobertas. Quem sabe um dia…
Há pouco tempo perguntei a mim mesmo o que nós temos de diferente (mesmo aqueles que nunca gostaram ou vestiram um uniforme) para gostarmos tanto de uma série que nos toca, que mexe conosco. Porque apenas alguns milhões entre tantos bilhões apreciamos com tanto afinco a ficção científica de Gene Rodemberry, ou a boa ficção científica? Será que enxergamos alguma coisa que outros não conseguem? Será que no fundo de alguma forma percebemos naquelas séries uma saída para as dificuldades do dia a dia que o mundo inteiro sofre atualmente? Ou apenas almejamos uma utopia inalcançável?
Bom…sei apenas que continuo nessa luta divulgando a ficção científica de todas as formas possíveis em todas as suas nuances, como uma alternativa de amenizar as mazelas do mundo, seja em sala de aula, seja assistindo a uma série, seja recomendando para que os outros aprendam a usar sua imaginação porque como sempre gosto de repetir, citando Albert Einstein: “A imaginação é mais importante que o conhecimento”.
Só os amigos que fiz já valeram o esforço dessa jornada. Quem sabe o que o futuro nos reserva?
Beijo n’alma de todos vocês,
Carlos Alberto Machado

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