13 Dec

A ciência e o teletransporte

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A par das conquistas da ciência experimental, a novidade da física pós-Poicaré ativou curiosidade jornalística como nunca. Trata do esforço conjunto, talvez histórico, de relatórios e até de premiações de mecânica quântica da última geração: o teletransporte. Explicá-lo é exercício semântico. Compreendê-lo, não. Em breve relato, a descoberta impôs a um grupo de países, incluindo o Brasil, a missão de demonstrar matematicamente e em laboratório, a possibilidade de transportar a matéria destituída de deslocamento. Exemplo da surpresa, em ficção, foi a série de tevê dos anos 1960 ‘Jornada nas Estrelas’. A nave Enterprise permitia à tripulação idas e vindas através da desmaterialização. Em segundos reapareciam. Incólumes.
No País, o físico Luiz Davidovich, da UFRJ, está à frente. Formulou hipótese revolucionária de manipulação ao teletransporte da parte ínfima da matéria. Inspirado nos trabalhos de Charles Bennett, da IBM, fez aliança com a comunidade internacional dos estudos do átomo e dos fótons, chegando a Serge Haroche, da École Normale Supérieure, de Paris. É forte o intercâmbio de cientistas quânticos, cuja meca, o Laboratório Kastler Brossel, decanta em equações algébricas essa descoberta da física, dita ‘conexão íntima’ das partículas. Japão, China e os EUA, exitosos, relataram ao mundo o engatinhar da matéria teletransportada: um fóton, partícula da luz, desapareceu do ponto A e ressurgiu em B. Para o cientista, o fenômeno do emaranhado dos componentes do átomo é sinal da maior ambição intelectual. Quer dizer, discípulos de Eric Schrödinger e de Paul Dirac, mestres de Heisenberg e do indiano Chandrase Raman estudam criar ‘ruas de luz’. Cogitam o mundo no modo impensável no limiar do inacreditável.
Escrito por: Nei Rafael Filho

One Response to “A ciência e o teletransporte”

  1. 1
    Thibor Says:

    Só para constar, não é “Eric” Schrödinger, é ERWIN Schrödinger.

    Mas, de todo modo, o artigo ficou bom. Parabéns.

    ATT

    Thibor

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