06 Oct

Falar Klingon melhora paciente com dislexia

Ser ou não ser trekker… eis a questão

Milton Keynes é uma dessas pessoas realmente determinadas. Há doze anos, o inglês decidiu começar a estudar o idioma klingon, criado  na série Star Trek, por meio de CDs interativos e leitura de dicionários. Até aí, nada demais: muitos trekkers do mundo todo sabem pelo menos uma ou outra mu’ (ou seja, “palavra”) nesse idioma. A questão é que Keynes tem dislexia, o que sempre dificultou muito sua relação com palavras e  novas línguas. ”A dislexia não é algo que você contorna, você aprende a viver com ela”, explicou Keynes. E foi exatamente isso que ele fez.
Enquanto estudava e elaborava traduções do inglês para o idioma trekkie, Keynes – que é membro do Instituto do Idioma Klingon– percebeu que conseguia absorver muito mais os nomes que aprendia em klingon por desenvolver uma relação diferente com as palavras. ”Trabalhar na traduções me ajudou a entender porque eu tive problemas com palavras durante a minha vida inteira. Eu associo as palavras à parte do meu cérebro que memoriza nomes, e como eu não consigo me lembrar de nomes, esqueço também as expressões. Com os jogos de memorizar klingon, comecei a guardar as palavras em uma parte do cérebro que é ligada à minha memória de longa duração”, explicou. Ótima estratégia!
Se você pudesse escolher um idioma de fantasia para falar fluentemente, qual seria?

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